Na Nazaré, a ementa não se decide na véspera. Decide-se de manhã, na lota.

“Há dias em que temos sardinha, outros em que temos robalo. Não vale a pena prometer o que o mar não deu”, diz quem trabalha na cozinha d’O Pescador há mais de vinte anos.

A caldeirada à moda da Nazaré leva o peixe que houver, batata, pimento e um refogado que leva tempo. Serve-se para dois, num tacho ao meio da mesa.

É um modo de cozinhar que vem de quem passava o dia no mar e precisava de uma refeição que aguentasse a espera. Ficou.